Sacarina (informação técnico-científica)

…De qualquer forma investigação recente levada a cabo em seres humanos, conclui que “estudos epidemiológicos extensivos demonstraram que a utilização da sacarina não está relacionada com o cancro na bexiga em seres humanos”…

Estrutura – molécula produzida por processos específicos da quimica orgânica, com a seguinte fórmula empírica C7H5NO3S, e designação internacional de química e bioquímica; 1,2- Benzisothiazol-3 (2H)-ona 1,1-oxido, possuindo um peso molecular igual a 183,18.

Utilização – como agente adoçante não calórico (completamente tolerado por diabéticos), em alimentos, suplementos alimentares, em pastas dentifricas e formulações farmacêuticas para ingestão. O seu poder adoçante é aproximadamente 500 vezes o da sacarose (açúcar comum).

Segurança de utilização –alguma controvérsia existiu nos anos 70 do século passado acerca do possível efeito mutagénico da sacarina. Esta controvérsia ficou a dever-se a alguns estudos experimentais mal conduzidos e de conclusões duvidosas, levados a cabo em ratos de sexo masculino, e apenas naqueles que já anteriormente teriam sido expostos ao uso da sacarina durante a gestação. As doses utilizadas nos animais foram , equivalentes num ser humano a cerca de 175 gramas diários. As concentrações utilizadas pela nossa unidade de produção na elaboração de formulações líquidas, variam entre os 30 e os 40 gramas para 30 litros de produto final, o que significa que numa embalagem de 200ml estarão contidos cerca de 250mg de sacarina. Sendo a toma diária cerca de 45ml (igual a 3 colheres de sopa), de 20ml nas ampolas, e de 5ml (máximo) nas gotas, a ingestão da sacarina, nunca excederá os 65mg de sacarina[1]. Comparando a ingestão de 175gr com 65 mg podemos facilmente concluir que não existem absolutamente nenhuns fundamentos para receios quanto à utilização da sacarina nos produtos por nós produzidos.

De qualquer forma investigação recente levada a cabo em seres humanos, conclui que “estudos epidemiológicos extensivos demonstraram que a utilização da sacarina não está relacionada com o cancro na bexiga em seres humanos”[2], e “uma análise independente de muitos estudos de casos – controle, patrocinada pelo Nacional Cancer Institute, envolvendo 30101 pacientes originários de 10 regiões geográficas dos Estados Unidos da América, conclui que não existe nenhuma relação entre o uso da sacarina e a incidência de cancro na bexiga”[3].
A sacarina é pois com efeito o adoçante (edulcorante) não calórico com mais anos de existência, e concomitantemente também o mais estudado e sujeito a estudos mutagénicos, teratogénicos, toxicológicos, alergológicos, e epidemiológicos, sendo atualmente usada diariamente por dezenas de milhões de consumidores no mundo, realçando-se a sua completa inócuidade e total segurança de utilização, nas dosagens aconselhadas, mesmo assim estas bastante superiores às que usamos nos nossos produtos.

[1] Repara-se que em 5ml ( máximo toma diária gotas), a dosagem de sacarina rondará os 7,2mg.

[2] Afirmação inclusana pág. nº 416 do “Handbook of pharmaceutical excipients” segunda edição da American pharmaceutical press – Londres em 1994.

[3]Handbook of food, drug, and cosmetic excipients” Pág. nº340 CRC press Florida- USA em 1992. Outra bibliografia  Arnold DL. “Two generation saccharin bioassays” environ health perspect 1983. Concil on scientific affairs. “Saccharin: Review of safety issues”. JAMA 1985


Autor > Eduardo Ribeiro, CEO Departamento cientifico | Controle de Qualidade| Investigação e Desenvolvimento– BIOGAL, Biologia de Portugal Lda.