VITAMINA D PERFORMANCE DESPORTIVA

 

A vitamina D possui uma estrutura esteróidica, e investigação recente demonstra vitamina d3oque esta vitamina possui efeitos prohormonais conducentes a estímulos anabólicos, regulando a expressão de uma percentagem do genoma humano que influencia a diferenciação de muitos tipos de células do organismo humano.

Muitos dos genes influenciados por esta vitamina (regulação da expressão), estão envolvidos na produção de testosterona. Alguns estudos demonstram a correlação entre os níveis plasmáticos de testosterona e a vitamina D, sendo estes níveis muito mais elevados, quando existe suplementação da vitamina. Interessante é também constatar que os níveis elevados de vitamina D conduzem a uma descida acentuada de (SHBG- sex hormone binding globulin), globulina de ligação da hormona sexual. Esta globulina (proteína), é responsável pela inativação da testosterona ao nível do tecido muscular, ligando-se a ela e impedindo-a de exercer os seus efeitos bioquímicos (fisiológicos) conducentes ao aumento de massa muscular.

A vitamina D também conduz ao aumento dos níveis de IGF1 ( Insulin – like grow factor), fator de crescimento semelhante à insulina. A IGF1 circula na corrente sanguínea ligada a uma proteína IGFBP-3, que estabiliza a IGF1, impedindo a sua eliminação rápida do organismo. Estudos recentes demonstraram que a vitamina D aumenta o nível de IGFBP-3, aumentando desta forma a atividade fisiológica da IGF-1.

A insulina é uma substância polipeptídica com atividade hormonal sobejamente conhecida ao nível glicémico. Esta hormona desempenha no entanto um papel fundamental no crescimento muscular, através de uma via metabólica complexa, que por fim acaba ativando a via metabólica enzimática mTor, que é responsável pelo estímulo da síntese proteica muscular, e que conduz a uma acumulação de proteína ao nível das miofibrilas musculares, contribuindo para o crescimento muscular. A leucina, um aminoácido de cadeia ramificada, estimula a atividade insulínica ao nível muscular. Estudos recentes demonstram que a vitamina D aumenta a capacidade deste aminoácido para ativar a insulina.

Por último mas não menos importante é o facto de a vitamina D3 possuir uma actividade inibidora da conversão da testosterona em estrogénio, reduzindo a expressão da enzima aromatase, que catalisa aquela conversão. Este efeito fisiológico contribui para a prevenção da ginecomastia e outros efeitos contraproducentes próprios da estrogenização, como por exemplo, retenção hídrica entre a pele e o músculo e menor detalhe muscular, e permite que maiores quantidades de testosterona estejam disponíveis para o crescimento de massa muscular.

 


Autor > Eduardo Ribeiro, CEO Departamento cientifico | Controle de Qualidade| Investigação e Desenvolvimento– BIOGAL, Biologia de Portugal Lda.